Ciberpajé (aka Edgar Franco), organizador da antologia de contos Meu I.A.I.A, meu ioiô!, é mago psiconauta e artista transmídia com premiações nas áreas de quadrinhos, artes visuais, arte e tecnologia, e ficção científica como: Prêmio Rumos Arte e Tecnologia - Itaú Cultural SP, Medalha Frei Confaloni de Artes Visuais (UBE-GO), Prêmio Argos de Literatura Fantástica e Troféu Angelo Agostini de Mestre do Quadrinho Nacional. Criador do universo ficcional transmídia da Aurora Pós-Humana com o qual tem realizado obras em múltiplas mídias e suportes como quadrinhos, ilustração, poesia, aforismo, conto, música, vídeo, cinema, animação, instalação, web arte, gamearte e performance. É um dos pioneiros brasileiros do gênero poético-filosófico de quadrinhos. Mentor da banda performática Posthuman Tantra, Pós-Doutor em Artes pela UNESP, Pós-Doutor em Arte e Tecnociência pela UnB, Doutor em Artes pela USP, Mestre em Multimeios pela UNICAMP. Professor titular da Faculdade de Artes Visuais da UFG e do PPG Arte e Cultura Visual, onde coordena o Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (CNPq - FAV/UFG).
Vivemos tempos controversos, em todos os aspectos da existência: socioculturais, político-ideológicos, ambientais, transcendentes, hipertecnológicos. Com a explosão recente das Inteligências Artificiais que geram imagens a partir de prompts de texto e da controversa I.A. do chat GPT, instalou-se no ocidente uma espécie de hiperneoludismo entre inúmeros artistas, escritores e professores, criando cruzadas contra essas novas tecnologias, e propondo muitos questionamentos, a maior parte deles cataclismáticos e inocentes, mas alguns com certa relevância.
Eu investigo as redes neurais e as IAs há 7 anos, tendo sido o pioneiro no Brasil a criar, em parceria com o artista e arquiteto Diogo Soares, um vídeo animado utilizando a rede neural Deep Dream, O Enterro dos Deuses; animações em rede neural NST (Neural Style Tranfer), com destaque para (In)Finitum, que foi selecionada em 16 festivais nos 5 continentes. Também criamos a primeira animação/videoclipe brasileira totalmente gerada em prompts de texto, O Luto da Vitória. Ainda em 2019 e 2020, desenvolvi as primeiras HQs utilizando texturas criadas em redes neurais NST publicadas no Brasil: Conversas de Belzebu com seu pai morto I & II (Atomic Magazine 1 e 2) e Transbinários (álbum Renovaceno).
Também em 2020, foi lançada pela editora Marca de Fantasia, a antologia de ficção científica em formato e-book, 2021. A obra reuniu 7 ilustrações de meu universo ficcional transmídia da Aurora Pós-Humana retexturizadas em redes neurais e foram convidados 7 expoentes da ficção científica brasileira para criarem contos inspirados nessas ilustrações, sendo eles: Edgar Smaniotto, Fábio Fernandes, Fabio Shiva, Gazy Andraus, Gian Danton, Nelson de Oliveira e Octavio Aragão. A obra obteve uma ótima recepção de público e crítica e ganhamos inclusive o prestigiado Prêmio Argos de Literatura Fantástica, na categoria antologia.
Essa introdução serve para situar minha relação artística com as IAs e introduzir a concepção do livro que você está lendo agora, Meu I.A.I.A., meu ioiô! Trata-se de uma antologia que reúne novamente expoentes da ficção científica brasileira que criaram contos com a temática reflexiva e crítica sobre as inteligências artificiais. Assim como no livro 2021, esses contos são inspirados por ilustrações criadas por mim em parceria com Diogo Soares, mas desta vez elas foram totalmente geradas em inteligências artificiais, usando um banco de mais de 300 páginas de artes e quadrinhos de minha autoria como base para, em um processo de machine learning, ensinarmos a IA a gerar novas artes totalmente baseadas na estética singular de minhas artes criadas manualmente ao longo de 4 décadas. Ou seja, a IA teve como referência para a geração das artes que inspiraram os contos apenas um banco de imagens escaneadas com centenas de minhas artes. As artes finais geradas a partir desse banco de imagens foram criadas com prompts de texto meus, refinados para a sua geração com o meu parceiro criativo nas pesquisas com IAs, o talentoso amigo Diogo Soares.
O nome do livro Meu I.A.I.A., meu ioiô! é uma alusão irônica e hilária ao hit musical oitentista Fogo e Paixão, do notório cantor Wanderley Alves dos Reis, o saudoso Wando. O título da canção recriado para o livro, brinca ironicamente usando uma expressão de carinho para com as IAs, dentre um controverso cenário contemporâneo no qual observo um ferrenho extremismo nos adeptos das IAs ou entre seus detratores, um reflexo do maniqueísmo induzido pelo binarismo anticósmico digital.
A ideia desta antologia foi trazer as visões controversas, instigantes e experimentais de grandes nomes da ficção científica brasileira sobre o fenômeno emergente das IAs. Foi enviada a cada um dos autores, a partir de minha escolha, uma das ilustrações selecionadas para a obra, e foi-lhe dada completa liberdade para escrever um conto inspirado nela e que tivesse em seu contexto reflexões sobre as inteligências artificiais. Resgatando o fato de que, como o saudoso Arlindo Machado dizia, “os artistas trabalham com as ferramentas de seu tempo”, dei completa liberdade aos autores convidados — todos eles com vasta experiência literária, alguns inclusive detentores de inúmeros prêmios literários no Brasil e até exterior — para utilizarem IAs em trechos ou na totalidade de seu conto, solicitei-lhes que não me revelassem se o fizeram.
Além dos contos, o livro traz um desdobramento criativo transmídia. Ao final de cada conto os leitores verão um QR Code que os levará a conhecerem o prompt de texto que gerou a imagem que inspirou a sua escrita. Mas esse prompt é revelado na forma de uma animação exclusiva, gerada a partir da imagem e com música do projeto musical Nix’s Eyes, de Diogo Soares, e minha voz recitando o texto do referido prompt. Todas as animações foram especialmente criadas por Diogo Soares em parceria comigo para este livro.
Sou muito grato aos autores e autoras que aceitaram o convite para integrarem esta obra, seres que eu admiro como pessoas e criadores. Agradeço muito especialmente à Editora Sinete por ter abraçado de imediato a edição deste livro.
Espero que se entusiasmem com a leitura dos contos publicados aqui, como eu me entusiasmei. Um abraço pós-humanista,
Ciberpajé
(a.k.a. Edgar Franco)
§ “Que você viva em tempos interessantes.”
§ Se os períodos mais fascinantes da História sempre foram repletos de incertezas, tumultos & convulsões, então não resta dúvida de que essa antiga maldição chinesa abraça o planeta inteiro há mais de um século.
§ Repletas de incertezas, tumultos & convulsões foram as décadas da Terceira Revolução Industrial, marcadas pela evolução dos computadores e pelo advento da internet.
§ Repleto de incertezas, tumultos & convulsões está sendo esse início da Quarta Revolução Industrial, marcado pela evolução da inteligência artificial e pelo surgimento da interface cérebro-máquina.
§ As imagens & ficções reunidas em Meu I.A.I.A., meu ioiô! expressam de maneiras inquietantes os tempos interessantes em que estamos vivendo.
§ São deliciosos experimentos imaginários provocados inicialmente pela criatividade sem limites do Ciberpajé Edgar Franco, que propôs a ordem inversa: primeiro nasceram as ilustrações, que foram enviadas aos autores convidados pra que tecessem os textos.
§ Cada dueto entre imagem & narrativa funciona como uma hipótese excêntrica, às vezes irreverente, sobre o delirante mundo atual.
§ O diálogo entre fantasia & tecnologia expande a experiência cotidiana, potencializando o efeito formidável do estranhamento.
§ É justamente o elemento fantástico, presente no livro do começo ao fim, que permite ao organizador e aos autores convidados dizerem coisas que o proverbial realismo jamais conseguiria.
§ O desejo de ultrapassar os limites da realidade, imaginar outros mundos, outras leis da natureza e outras formas de vida conjurou profundas questões filosóficas, éticas & existenciais, questões que foram trabalhadas numa variedade de estilos, perspectivas & abordagens.
§ Na literatura e nas artes visuais, o fantástico e a ficção científica têm esse poder antigo & irresistível: eles nos convidam a contemplar o mundo com visão de raios xis, como quem desconfia de que há infinitas verdades escondidas atrás da fachada do cotidiano.
§ Como quem desconfia de que há milhares de detalhes mínimos no tecido da realidade, capazes de confirmar que o universo é muito mais insólito & misterioso – e muito mais interessante – do que imaginamos.
§ Aos leitores ainda não acostumados, darei um único conselho: apreciem sem qualquer moderação esse breve mapa mental dos novíssimos oráculos eletromagnéticos, mantenham acesa a chama da curiosidade e se permitam perder um pouco o rumo nessas viagens insólitas.
§ Porque as imagens & ficções reunidas em Meu I.A.I.A., meu ioiô! são exatamente isso: uma série de portais dinâmicos para paisagens ainda não cartografadas totalmente.
§ Os duetos entre imagem & narrativa reunidos nesta coletânea caminham calmamente em terrenos instáveis, ora naturais ora artificias.
§ Alguns espaços são assustadores, assombrados pelo sobrenatural.
§ Outros brincam com hipóteses científicas levadas ao limite.
§ Outros, ainda, preferem simplesmente abrir uma fresta para o inexplicável e jogar fora as respostas fáceis.
§ O que todos esses duetos têm em comum é a vontade de examinar os limites da experiência humana nesse início da Quarta Revolução Industrial.
§ São catalisadores de assombros, cada qual a seu modo.
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§ A velha maldição “Que você viva em tempos interessantes” não é exatamente chinesa.
§ Na verdade, apesar das constantes pesquisas, ninguém jamais conseguiu confirmar sua origem.
§ Essa dúvida é mais uma amostra muito pequena, realmente ínfima, dos tempos repletos de incertezas, tumultos & convulsões em que vivemos.
Ademir Luiz é presidente da União Brasileira de Escritores de Goiás. Doutor em História pela Universidade Federal de Goiás (UFG) e professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG). Docente do programa de pós-graduação interdisciplinar Territórios e Expressões Culturais no Cerrado (TECCER), e nos cursos de História e Arquitetura & Urbanismo. Realizou pós-doutorado em Poéticas Visuais e Processos de Criação. Bolsista pesquisador do Instituto Camões de Portugal (2002). Criador e coordenador do LUPPA (Laboratório de Pesquisa e Produção Audiovisual). Editor do periódico acadêmico Revista Nós - Cultura, Estética & Linguagens. Participou da equipe de criação da Editora da UEG. Indicado ao Prêmio Capes de Teses 2009. Vencedor do Prêmio Cora Coralina de 2002 e do Prêmio Hugo de Carvalho Ramos 2014. Recebeu o Troféu Goyazes em 2013 e as comendas Medalha do Mérito Cultural em 2015 e Medalha do Mérito Anhanguera em 2019, concedidas pelo Governo do Estado de Goiás. Ainda em 2019 recebeu o Diploma de Honra ao Mérito da Assembleia Legislativa do Estado de Goiás. Em dezembro de 2020, tornou-se sócio honorário do Gabinete Literário Goyano, entidade cultural fundada em 1864.
Carlos Hollanda é doutor em Artes Visuais (Imagem e Cultura) pela UFRJ e mestre em História Comparada (UFRJ). Ganhador do Trofeu HQ-MIX de melhor tese (doutorado 2013), versando sobre o universo mágico de “Promethea”, de Alan Moore. Professor de Semiótica e de História da Arte (PUC-Rio, IED-Rio, UFRJ). Coautor de “Psicopompo” (ed. Caligari), com Octavio Aragão. É autor e organizador das antologias “Necroloquion- Diálogos com o Abismo” (ed. Viés) e “2057”, de ficção científica (ed. Verter). Artista plástico e ilustrador, expõe pinturas surrealistas e realiza jornadas exóticas dando aulas entre monumentos arqueológicos e artes mundo afora entre práticas promotoras de estados alterados de consciência.
Ciberpajé (aka Edgar Franco) é mago psiconauta e artista transmídia com premiações nas áreas de quadrinhos, artes visuais, arte e tecnologia, e ficção científica como: Prêmio Rumos Arte e Tecnologia - Itaú Cultural SP, Medalha Frei Confaloni de Artes Visuais (UBE-GO), Prêmio Argos de Literatura Fantástica e Troféu Angelo Agostini de Mestre do Quadrinho Nacional. Criador do universo ficcional transmídia da Aurora Pós-Humana com o qual tem realizado obras em múltiplas mídias e suportes como quadrinhos, ilustração, poesia, aforismo, conto, música, vídeo, cinema, animação, instalação, web arte, gamearte e performance. É um dos pioneiros brasileiros do gênero poético-filosófico de quadrinhos. Mentor da banda performática Posthuman Tantra, Pós-Doutor em Artes pela UNESP, Pós-Doutor em Arte e Tecnociência pela UnB, Doutor em Artes pela USP, Mestre em Multimeios pela UNICAMP. Professor titular da Faculdade de Artes Visuais da UFG e do PPG Arte e Cultura Visual, onde coordena o Grupo de Pesquisa Cria_Ciber (CNPq - FAV/UFG).
Edgar Smaniotto é filósofo e antropólogo, mestre e doutor em Ciências Sociais, possui também especialização em egiptologia e ensino de astronomia. É autor de centenas de artigos, resenhas e ensaios sobre os mais variados temas como ficção científica, astrobiologia, geopolítica, filosofia, astronomia, entre outros. Escreve contos, poemas e crônicas, e foi prefaciador de diversas coletâneas e antologias. Publicou os livros: Atlântida: do mito platônico à ficção científica - uma leitura filosófica de um dos maiores mitos da humanidade (Coleção Filosofia da Astronáutica e Ficção Científica); Leitura e produção de textos filosóficos (Editora Senac); Filosofia pop (Editora Senac) e Temas e problemas em filosofia (Editora Senac). No Youtube possui o canal: Filósofo Edgar Smaniotto (https://www.youtube.com/@filosofoedgarsmaniotto) dedicado a filosofia, ficção científica, histórias em quadrinhos, geopolítica e astrobiologia.
Fábio Fernandes é professor na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo nos cursos de Tecnologia em Jogos Digitais e Jornalismo. Foi aluno da Clarion West Writers Workshop, uma das mais conceituadas oficinas literárias do mundo. Traduziu dezenas de livros, entre os quais Laranja Mecânica, Neuromancer, Fundação e 2001, entre muitos outros. Tem vários livros publicados, entre eles Os dias da peste, De A a Z: dicas para escritores e Back in the USSR. Alguns de seus textos acadêmicos e de ficção foram publicados em vários países.
Fabio Shiva é músico, escritor e produtor cultural. Fundador da banda Imago Mortis. Coautor e roteirista de ANUNNAKI - Mensageiros do Vento, primeira ópera rock em desenho animado produzida no Brasil. Publicou livros de gêneros diversos: romance policial, ficção especulativa, contos, crônicas, infantojuvenil e poesia, além de várias antologias poéticas como organizador. Ghost Writer com seis livros publicados. Idealizador e proponente de diversos projetos aprovados em editais públicos, como Oficina de Muita Música!, Gaia Canta Paz, Pé de Poesia, Doce Poesia Doce, Poesia de Botão, Gincana da Poesia e P.U.L.A. (Passe Um Livro Adiante). Autor convidado na Bienal do Livro Bahia 2022. Desde 2023 atua à frente da Natesha Editora.
Francélia Pereira é mineira, de Belo Horizonte. Cursou Informática Industrial (CEFET/MG), Pedagogia (UFMG) e Letras (FAPEII). Começou a desenvolver seus projetos literários no final de 2013 e teve sua primeira obra publicada em 2015. Em 2018 lançou sua primeira História em Quadrinhos, em parceria com Ton Lima e Wesllei Manoel, obra indicada ao Troféu Ângelo Agostini, em 2019, na categoria de melhor lançamento independente.
Frederico Carvalho Felipe (a.k.a. Fredé CF)é um artista multimídia e transmídia brasileiro.Doutor e Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Arte e Cultura Visual da Universidade Federal de Goiás. Especialista em Cinema. Graduado em Artes Visuais (licenciatura) e Relações Internacionais (bacharelado). Professor de Artes, Audiovisual, Multimeios, Fotografi a, Storytelling, entre outras disciplinas. Membro do grupo de pesquisa “Criação e Ciberarte (Cria_Ciber)”, coordenado pelo prof. Dr. Edgar Franco, ligado à Faculdade de Artes Visuais (UFG/CNPq). Fredé é criador do universo artístico transmídia “MekHanTropia”. Este conceito visa pensar conceitualmente sobre as dispersões causadas pela era digital.
Gabriel Carneiro nasceu em São Paulo em 1988. É escritor, jornalista, cineasta, crítico e pesquisador de cinema, Doutorando e Mestre em Multimeios pela Unicamp. Sócio fundador da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Escreveu, entre outros, para a Revista de Cinema e para os sites Cinequanon e Revista Zingu!, do qual foi editor-chefe. Tem textos publicados em livros, coletâneas e catálogos diversos. Organizou, com Paulo Henrique Silva, os livros Animação brasileira, Curta brasileiro e Cinema fantástico brasileiro, pertencentes à coleção 100 Filmes Essenciais. Como diretor e roteirista realizou Morte e morte de Johnny Zombie, Batchan, Aquela rua tão Triumpho, Esboçando Miziara e Memória Presença. Publicou, em 2023, pela Coleção Futuro.
Gazy Andraus é pós-doutor pelo PPG Arte e Cultura Visual da FAV-UFG (Bolsista CAPES-PNPD), Doutor pela ECA-USP, Mestre em Artes Visuais pela UNESP, Pesquisador e membro do Observatório de HQ da USP, Integrante dos grupos de pesquisa CRIA_CIBER (FAV/UFG) e ASPAS – Associação dos Pesquisadores em Arte Sequencial e Poéticas Artísticas e Processos de Criação (FAV/UFG). Também publica artigos e textos no meio acadêmico e em livros acerca das Histórias em Quadrinhos (HQs) e Fanzines, bem como também é autor de HQs e Fanzines na temática fantástico-filosófica.
Gian Danton (pseudônimo de Ivan Carlo Andrade de Oliveira) é roteirista de quadrinhos, escritor, jornalista e professor universitário. Sua carreira começou em 1989 com a história em quadrinhos Floresta Negra, com desenhos de Bené Nascimento, publicada na revista Calafrio. Gian e Bené fizeram uma parceria que revolucionou os quadrinhos de terror nacionais no início dos anos 1990 ao trazerem as inovações da chamada “invasão britânica” para o mercado nacional. Outro trabalho de destaque foi a graphic novel Manticore, desenhada por Antonio Eder e outros artistas, que foi durante muitos anos a história em quadrinhos mais premiada do Brasil, incluindo o Troféu Angelo Agostini de melhor roteirista de 1999. Foi um dos escolhidos para homenagear Maurício de Sousa no álbum MSP+50. É autor de diversos livros sobre quadrinhos, incluindo O roteiro nas histórias em quadrinhos e A bíblia do roteiro de quadrinhos. É autor de três romances: Galeão, O uivo da górgona e Cabanagem.
Léo Pimentel Souto é o AmAntE:|:da:|:hErEsiA, por ter uma relação de amor mais promíscua com a sabedoria. Mestre em Filosofia pela UnB; mEtA²rtistA:|:trAnsmídiA:|:|da:|:incErtEzA, por ser ao mesmo tempo, um artista que filosófa sobre a própria arte no ato mesmo de realizá-la. Ação direta filosófica/artística que faz com que sua poética salte de uma mídia à outra de modo inserto, mas se realizando, anarquicamente, como obra transmídia. & Zineasta, por não abrir mão da paratopia zineira ao realizar qualquer que seja o tipo de suas obras audiovisuais, condições essas tecidas como tese ao se tornar doutor em Arte e Cultura Visual pela UFG, e seguindo como pós-doutorando pelo Programa de Pós-graduação em Arte e Cultura Visual (FAV/UFG). tudo isso, perpassado pelo marcador político-histórico-social afirmativo de ser negríndio & por ser a[r]tivista gambi[A]hacker & cyberpunk brega, cujas realizações o levaram a criar a eCCe mONSTRa (microgaleria de audiovisualidades – DF) para celebrar as obras de amigues iconoclastas como ele.
Luiz Bras nasceu em 1968, em Cobra Norato, MS. É escritor e coordenador de oficinas de criação literária. Já publicou diversos livros, entre eles Distrito federal (rapsódia), Sozinho no deserto extremo (romance), Pequena coleção de grandes horrores (contos), Muitas peles (artigos e ensaios) e Babel Hotel (romance juvenil). Organizou a antologia Mundo-vertigem: ficção fantástica brasileira”. Colaborou durante seis anos com o jornal Rascunho, com artigos mensais sobre literatura, cinema e afins. Atualmente coordena o ateliê Escrevendo o Futuro.
Octavio Aragão é designer gráfico, formado pela Escola de Belas Artes, UFRJ, com doutorado em Artes Visuais e pós-doc em Letras, orientado pela professora Heloísa Buarque de Hollanda, sempre pela UFRJ. Começou a carreira como escritor em 1998 e, até este momento, lançou três romances, organizou uma antologia de contos e escreveu mais de três dezenas de contos, novelas e noveletas, publicados em revistas, livros e sites no Brasil, EUA, Inglaterra, Argentina e México. Exerce o cargo de Professor Associado na Escola de Comunicação da UFRJ e também o de Coordenador do PPGMC – Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas.
Orlando Mafra (aka Whisner Fraga) nasceu em Ituiutaba, MG (1971) e atualmente reside em São Paulo. Formado em Engenharia Mecânica, Pedagogia e Marketing Digital, é professor universitário e autor de mais de uma dezena de livros de ficção, tendo contos traduzidos para o inglês, alemão e árabe. Escreve para o coletivo Crônica do dia e mantém o canal Acontece nos livros, no YouTube, em que resenha obras de escritores contemporâneos. É editor na Sinete.
Rafael Senra é artista multimídia com produções literárias, musicais e também faz histórias em quadrinhos. Graduado e Mestre em Letras pela UFSJ, Doutor em Letras pela UFJF, com pós-doutorado pela UFV. Já lançou discos solo e com o codinome Alfa Serenar. Atualmente é Professor Adjunto do Departamento de Letras da Universidade Federal do Amapá.
Ricardo Celestino é professor do Programa de Pós-graduação em Literatura e Crítica Literária da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e da Escola Técnica Estadual Mandaqui. Possui publicações acadêmicas em diálogo com as áreas de Análise do Discurso, Crítica Literária e Psicanálise em revistas especializadas. Escritor de Literatura Fantástica, é autor dos romances Até que a brisa da manhã necrose teu sistema, vencedor do Prêmio Argos 2022, e Banho de Sol e da antologia de contos O vazio e sei lá o que mais… Psicanalista em formação vinculado ao Corpo Freudiano de São Paulo.
Roberta Cirne nasceu em Recife, Pernambuco. Arte educadora formada pela UFPE e estudiosa da história de Pernambuco e seus folclores. Faz HQs desde criança, e publica desde 1998. Tem um site de terror, história, quadrinhos e literatura, Sombras do Recife. Publicou 45 álbuns de quadrinhos, entre eles uma adaptação em quatro volumes, Passos Perdidos, História desenhada, vencedor do HQMIX 2007, (maior contribuição para os quadrinhos nacionais). Foi a primeira artista de HQs a lançar um quadrinho, o Sombras do Recife – V. 1 na história da Academia Pernambucana de Letras (2018). Vencedora dos prêmios Angelo Agostini 2019, 2021 e HQ MIX 2019 e 2020 por Gibi de Menininha volume 1 e volume 2, categoria melhor publicação em quadrinhos e melhor publicação MIX. Indicada em 9 categorias do HQMIX 2021, vencedora do HQMIX 2023 por Gibi de menininha 3 e por Confissões da Bahia em quadrinhos.
Tereza Yamashita é designer gráfica, ilustradora e escritora, graduada em Comunicação e Artes pelo Mackenzie, com extensão em escrita criativa pela PUC-SP. Publicou Mundo omissíssimo e Monstruadas aos 13. Estreou em 2005 com o juvenil Bia Olhos Azuis e com a antologia 15 cuentos brasileros, publicada na Argentina. Em seguida vieram Retratos japoneses no Brasil – Literatura Mestiça; Hocus Pocus High Tech e Hiperconexões — sangue e titânio; Realidades Voláteis e Vertigens Radicais; Ruínas; Mundo-vertigem e KriptoKriaturas. Participou do projeto Futuro Infinito: literatura & tecnologia, série literária de ficção científica do SESC e de O dia em que o universo fechou os olhos, do coletivo KriptoKaipora. Publicou vários livros para crianças e jovens, como Mãos mágicas, segundo lugar no Jabuti 2016, na categoria Literatura Infantil Digital, e Troca de pele, agraciado com o PROAC 2007 da Secretaria do Estado da Cultura. Convidada pela CBL para fazer parte do juri na categoria Ilustração das 57º e 59º edições do Prêmio Jabuti. Foi uma das contempladas com o Prêmio Café de Poesia 2023. Más allá del haiku: antología de autores nikkei latinoamericanos, Artes embaralhadas & cartas desembaralhadas. Duetos-duelos, organização de Luiz Bras. Tem contos e ilustrações publicados na Folhinha de São Paulo, revista Continente, revista Et Cetera, revista Gueto, revista Germina, revista Brasil Nikkei Bungaku, revista literária Alcatéia, Revista Helena, jornal Rascunho e jornal Cândido